A Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane (FLCS-UEM) promoveu um conjunto de actividades académicas e recreativas, a 21 de Maio corrente, no âmbito do Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento. O evento contou com a presença da comunidade estudantil, do corpo administrativo e do corpo docente da instituição.
Segundo o director da FLCS, o Prof. Doutor Samuel Quive, as celebrações desta data constituem uma oportunidade de interação, convívio e reconciliação entre culturas, possuindo, acima de tudo, um alto valor simbólico de unidade e união entre os povos. "Agradeço aos colegas pela organização deste evento. Estamos a cumprir um momento muito importante no nosso plano de actividades, mas, acima de tudo, estamos a mostrar à sociedade que a FLCS é um produto desta diversidade cultural", afirmou o director.
Samuel Quive acrescentou ainda que a instituição reflecte a pluralidade do país e do continente. "A nossa faculdade representa Moçambique em miniatura, mas também representa Moçambique na região. O dia da celebração da diversidade cultural na nossa faculdade é um momento muito especial porque vários grupos sociais terão a oportunidade de se expressar nas suas culturas aqui na FLCS", destacou.
Por ocasião do evento, a Prof.ª Doutora Sara Laísse proferiu uma palestra sobre a construção da diversidade cultural, abordando o papel da língua, da religião e da culinária na diferenciação das culturas. Na sua intervenção, a docente apresentou alguns trabalhos realizados a nível nacional que manifestam a valorização da língua, da cultura e das tradições do país.
Segundo a académica, o país precisa de caminhar para um estágio em que as línguas moçambicanas sejam oficializadas. Para tal, defendeu que o processo de convívio e equivalência de tradução das línguas e das culturas nacionais deve ser feito com base em universais linguísticos, de modo a garantir uma maior valorização e oficialização das mesmas. A oradora reconheceu igualmente que as culturas e as línguas do mundo são dinâmicas, transcendentes, universais, simbólicas e têm a capacidade de se estender a múltiplas realidades.
No que concerne ao ensino bilingue, Sara Laísse defendeu a necessidade de inclusão de mais línguas no sistema educativo. A palestrante aproveitou a oportunidade para destacar o papel fundamental da Faculdade de Letras e Ciências Sociais e da Universidade Pedagógica na integração e valorização das línguas moçambicanas no ensino.
O evento cultural encerrou com a apresentação de diversos números artísticos e com uma visita guiada à feira de exposições organizada pelos estudantes da faculdade.
